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Ricardo Araújo Pereira fala sobre o submarino que a marinha comprou mas que está parado devido à falta de dinheiro.

O submarino NPR Tridente, que Portugal adquiriu à Alemanha por 500 milhões de euros, em 2010, encontra-se praticamente sem utilização, em virtude da incapacidade financeira da Marinha Portuguesa e das restrições orçamentais impostas pelo Ministério da Defesa, liderado por Aguiar-Branco.

A incapacidade financeira em sustentar o Tridente foi assumida pelo Ministério da Defesa, em declarações reproduzidas pelo Correio da Manhã, que aponta um “reajustamento na realização de exercícios militares”, relacionado com a “utilização de combustível”, a que os submarinos obrigam.

Realce-se que os submarinos utilizam três tipos de combustível. Além do gasóleo, é necessário hidrogénio e oxigénio líquido. Igualmente as fragatas da Marinha estão com utilização mínima.

O submarino Tridente foi comprado pelo Estado português há oito anos, ao consórcio alemão Ferrostaal. O Tridente veio acompanhado de outro submarino, batizado de “Arpão”, num negócio que implicou um investimento total de mais de mil milhões de euros.

A crise que o país atravessa está a provocar “limitações operacionais às Forças Armadas”, de acordo com o mesmo jornal. No entanto, não é apenas a utilização dos submarinos que esta prejudicada com estes cortes. Também os caças F-16 voam menos, pelos mesmos motivos. A Força Aérea apenas cumpre o horário mínimo de utilização. Igualmente os Pandur, viaturasblindadas, estão quase sempre fora de terreno.

O Ministério da Defesa definiu um corte orçamental de 244 milhões de euros, sendo que, para o efeito, suspende a utilização de equipamentos considerados fundamentais para todos os ramos das Forças Armadas. Está assegurada, porém, “a prontidão necessária” em exercícios que sejam considerados urgentes.

Fonte: ptjornal.com